8.03.2005

The Rake's Progress


Não decidi ir à Ópera de repente. O convite surgiu pela parte da Fulbright e como era algo a que gostava de assistir, e o preço era convidativo , aproveitei.Sim, leram bem, fui à Ópera e confesso que até gostei!

O que custou mais foi ter coragem para, depois de um dia de trabalho, conduzir até San Francisco. Coragem e paciência... mas duas horas depois estava à porta, mesmo em cima da hora. Eu sempre pensei que a Ópera era coisa de "velhos", se é que me faço entender, e se é ou não, não sei, mas que a grande maioria das pessoas tinha cabelos brancos e bengala tinha! E ao que me parece são esses velhinhos, os frequentadores oficiais. Claro que havia algumas pessoas novas, eu, e os outros fulbrigh pelo menos...
No primeiro acto estava meia sonolenta, mas as vozes agudas conseguiram acordar-me e assim me manterem durante 3 horas. A história era engraçada e estava adaptada aos dias de hoje, e não fui só eu a achar isso, um senhor que estava sentado ao meu lado no intervalo (bem que ele precisava de tanto suspiro) diz, sabe eu vi esta peça nos anos 50 e não me lembrava de ter sido assim tão sexy! Ora claro está que naquela altura, as meninas não deviam aparecer em palco em lingerie, nem um homem a dada altura devia fazer certas "cenas" em palco. Mas parece que nem assim, com a modernização da peça, ela chama a juventude...

Eu gostei, e é algo diferente que se pode fazer de vez em quando...


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